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:: é só olhar para trás...

tenho saudades...



saudades de um tempo que nunca voltará...
saudades de comer goiabas no pé! de brigar com o irmão pelas maiores. de espetar palitinhos com meu nome em todas as que eu achava q seriam as mais suculentas. tenho saudades das longas tardes de sessão da tarde. saudades de reclamar pra fazer a 'tarefa'. de ouvir resmungos por sempre me atrasar para ir à escola. saudades de acordar muito antes do tempo e sair correndo, achando q estava atrasada. saudades até das chicotadas pelas traquinagens infantis. (+ das traquinagens do que das chicotadas!) SIM, meu pai tinha um chicote, ficava estrategicamente pendurado na maçaneta da porta do corredor, a mais próxima do lugar dele à mesa. saudades de jogar bets, queimada ... na rua em frente de casa. de ouvir os gritos da dona adélia pedindo pra eu parar de gritar com os outros.
era uma criança brava, chorona e caipira - palavras de dona adélia. (q odeia ser chamada de dona!) tinha o hábito de correr para os quartos quando chegava visita. chorava tanto, q dona angelina, a vizinha de muro, diariamente comentava com dona adélia o quanto a noite fora longa.
resultado: 2 eletros e litros de maracujina.
os amigos da infância, de brincar de casinha, de brincar de boneca, de pular muro, de furtar frutas, de ensaiar coreografias das paquitas, de passar horas falando mal da professora, horas elogiando a professora, de jogar bafo, trocar papel de carta, de rodar disco e ouvir o sobrenatural. hoje muitos estão espalhados pelo mundo. muitos já se mudaram de mundo. assim como amigos 'posteriores'. às vezes me sinto um ponto - daqueles fraquinhos no papel. às vezes preciso de colo. mas quero colo de quem está mais longe, muito longe do alcance dos meus braços. alguns num passado tão longe que mal minha memória os alcança.

Publicado em 23 de janeiro de 2008 às 12:45 por gisele

Comentários

  1. sarap
    • lindo post gi.
      admito ter ficcado um tanto quanto chocada com o tal chicote (é, eu sou impressionável), mas o engracado é que essa saudade desses que ficaram no passado eu sinto tbém. e ontem pensei muito nisso. na infância, em tantas coisas... e te ler é pensar um pouco mais na minha tbém.
      bjos.

      ...
      lembra das pastas de papel de carta? tinha isso né? as pastas com plástico e os papéis de carta colecionados.... existe isso ainda?
    • por isis
    • 23.Jan.2008 às 13:02 - Permalink - Reportar
    isis
    • engraçado era o valor de cada papel de carta. praticamente uma aula de economia. os 'amassadinhos' valiam 2x1 na troca. os com envelopes também. alguns valiam até 3, 4x1. rs
      se existem? nem sei, há tempos não os vejo! olha, minha maninham, a thita, tinha! mas isso há 10 anos! ela sempre quis de herança minhas 3 pastas repletas... mas o ciúmes do passado, da infância, de cada papel de carta não me permitiu o repasse! se não me engano as pastas estão até hj, em um dos armários de dona adélia! rs
    • por gisele
    • 23.Jan.2008 às 13:11 - Permalink - Reportar
    gisele
    • Deve ser bom lembar. Infelizmente minhas memórias não vão tão longe. E obrigado pelas boas vindas!
    • por alvarob
    • 23.Jan.2008 às 13:12 - Permalink - Reportar
    alvarob
    • Entrevistar o Requião é a ultimate aventura jornalística. Nesse momento, a declaração que ecoaria para toda a terra das araucárias viria da pergunta:

      "A ex-procuradora chegou a chamar o senhor de mal educado, mas nos bastidores o senhor é conhecido como um homem que sabe tratar as mulheres. O que deu errado na relação dos dois?"

      Ele poderia brincar ou agir como se fosse pergunta proibida, de qualquer modo você teria boas aspas. Como você é mulher, aposto na primeira opção.

      E tem outra coisa que eu queria saber:

      O Marés vai acumular o cargo no BRDE com o da PGE? É que nada do que eu li até agora explicou isso direito.
    • por Álvaro
    • 23.Jan.2008 às 14:17 - Permalink - Reportar
    Álvaro

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